Belo-horizontinos celebram 125 anos da capital com arte e gastronomia

Letícia Durski By Letícia Durski

O escritor José Marcos Ramos, de 72 anos, chegou cedo para acompanhar a programação do “BH que Encanta”, que faz parte da celebração dos 125 anos de Belo Horizonte. Acompanhado da esposa, da filha, do genro e dos dois netos, o escritor apreciou a apresentação musical do grupo Aruanda e a feira de artesanato e gastronomia na área externa do Museu Histórico Abílio Barreto, no bairro Cidade Jardim, região Centro-Sul da capital.

“Eu acompanho o grupo Aruanda desde a década de 70. Essa foi uma oportunidade de trazer a minha família e os meus netos para conhecer também”, disse José Marcos Ramos. Para ele, além de poder apresentar essa manifestação cultural para os netos, o evento também foi uma oportunidade de mostrar o carinho que ele tem por Belo Horizonte. “Eu nasci aqui na capital e eu amo essa cidade. Eu não moraria em outro lugar”, revelou o escritor.

Os netos de José Marcos, a estudante Júlia Nacif, de 10 anos, e o estudante Miguel Nacif, de 6, não se incomodaram em acordar cedo para curtir a programação com a família. “Eu gosto muito de feira de artesanato e também de música “, contou Júlia. Esse também é o sentimento de Miguel, que não pensou duas vezes em aceitar o convite quando foi convidado pelo avô. “Eu gosto de música “, disse.

A feira do Mercado Charme Chique l, na área externa do Museu Histórico Abílio Barreto, reuniu cerca de 40 expositores. Profissionais que trabalham com roupas, calçados, acessórios, itens de decoração e outras tantas iguarias do artesanato mineiro. A feira também contou com várias barraquinhas com pratos típicos da gastronomia mineira.

Espaços como o do chef Heitor Ramalho, de 55 anos. Ele apostou na diversidade de geleias para conquistar o público e conseguir fazer uma renda. Os potes foram vendidos pelo valor médio de R$ 25. “Tem geleia de alho, tomate, maracujá e até um tempero que é receita de família. Foi uma forma que encontrei para inovar”, contou o chefe.

A empresária Kátia Lelis Pedrosa, de 42 anos, foi uma das que se encantou com os sabores dos produtos. “É fantástico. Pensei que não poderia gostar dos sabores individualmente, mas no conjunto a mistura é fantástica”, revelou. Acompanhada da filha Ana Clara Pedrosa, de 10 anos, a empresária provou as geleias de todos os sabores e decidiu levar duas delas. “A de tomate está incrível. Vou levar a de morando também “, contou.

A feira continua com a programação até às 17h deste domingo. Além das barraquinhas de artesanato e de gastronomia, o evento ainda terá apresentações culturais e o lançamento do livro “Mar sem fundo” e “Conversas com a Minha mãe”, dos poetas Vagnér Santo e Nina Morena. O evento é gratuito e acontece no espaço aberto do Museu Histórico Abílio Barreto.

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