Uma receita de Anchieta, no Espírito Santo, ganhou destaque em uma iniciativa dedicada à valorização da cultura alimentar do Estado. A moqueca de caranguejo e muma foi escolhida como a preparação mais votada entre oito receitas reunidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) na obra Receita da minha terra, publicada em 2026.
O material integra o Projeto AlimentarES e reúne preparos tradicionais associados à agricultura familiar de diferentes regiões capixabas. A proposta combina culinária, memória e conhecimento rural, apresentando receitas que fazem parte de práticas alimentares transmitidas entre gerações. A escolha popular ocorreu depois que as preparações foram apresentadas nas redes sociais do Incaper.
Moqueca de Anchieta foi a mais votada
Na votação, a preparação representante de Anchieta ficou em primeiro lugar. O prato é identificado no título da receita como uma moqueca de caranguejo e muma, combinação que coloca no centro da pauta ingredientes e modos de fazer relacionados à identidade culinária capixaba.
O resultado também chama atenção por apresentar ao público uma preparação regional que pode ser menos conhecida fora do Espírito Santo. Em vez de tratar a gastronomia apenas como uma coleção de pratos, a publicação do Incaper relaciona cada receita a territórios, comunidades e formas de produção que ajudam a manter vivos os conhecimentos culinários locais.
De acordo com o Incaper, na publicação Receita da minha terra, a iniciativa foi desenvolvida com foco no patrimônio agroalimentar e na educação alimentar e nutricional. A obra registra a reunião de oito preparos e a divulgação das receitas no Instagram da instituição, seguida da participação do público por meio de votação.
Agricultura familiar como patrimônio alimentar
A relação com a agricultura familiar é um dos eixos centrais do projeto. Além de fornecer alimentos, esse segmento participa da preservação de práticas de cultivo, seleção de ingredientes, preparo e consumo que caracterizam diferentes áreas do Espírito Santo. Quando essas experiências são registradas e compartilhadas, receitas do cotidiano passam a integrar uma memória alimentar mais ampla.
Esse processo é especialmente relevante para preparações tradicionais, cuja importância não depende apenas da forma final do prato. O valor também está nas histórias, nos conhecimentos e nas relações comunitárias que acompanham o preparo. Ao reunir receitas de diferentes regiões, o Incaper cria um registro de expressões culinárias ligadas ao modo de vida de famílias rurais capixabas.
A publicação também aproxima o debate sobre alimentação do público que acompanha as redes sociais. A votação transformou a apresentação das receitas em uma ação participativa, permitindo que os preparos fossem conhecidos e avaliados por quem teve contato com o conteúdo. Nesse contexto, a vitória da receita de Anchieta representa tanto a preferência popular quanto a visibilidade alcançada pela culinária tradicional do município.
O que a obra registra sobre a receita
A informação divulgada pelo Incaper identifica a moqueca de caranguejo e muma como a receita representante de Anchieta e vencedora da votação. O registro disponível não apresenta, na pauta consultada, detalhes adicionais sobre a origem individual do preparo, a autoria da receita ou um passo a passo completo para reprodução doméstica.
Por isso, o destaque da iniciativa está menos em transformar o prato em uma receita padronizada e mais em reconhecer seu lugar dentro de um conjunto de saberes alimentares. A obra propõe olhar para a culinária como parte do patrimônio agroalimentar capixaba, preservando referências que circulam entre gerações e comunidades.
Com a seleção da moqueca de caranguejo e muma, Anchieta passa a ocupar o centro do resultado da ação do Projeto AlimentarES. A receita vencedora resume a proposta do material: dar visibilidade a preparos associados à agricultura familiar e mostrar como a comida pode expressar a diversidade cultural do Espírito Santo.
O registro bibliográfico da obra foi atualizado em 21 de julho de 2026. A iniciativa amplia o repertório sobre a cozinha regional brasileira ao colocar em evidência uma preparação capixaba e os conhecimentos que a acompanham. Para o leitor, a publicação oferece uma porta de entrada para conhecer ingredientes, tradições e histórias alimentares que fazem parte da identidade do Espírito Santo.
